Todo ano as coisas se repetem, às vezes pode parecer que não mais elas se repetem. Chega o mês de dezembro, e algo acontece às pessoas, um pouco que seja se tornam melhores, pensam mais no próximo, são mais generosas e compreensivas com as pessoas que as rodeiam.
Véspera de Natal, a família toda eufórica, todos um pouco apressados, afinal já esta quase chegando à hora da ceia, e se tem muitas coisas o que fazer, aquele tio ainda não apareceu com os presentes a tia liga falando que a musse deu errado, as crianças eufóricas correndo de um lado para o outro, e tem sempre aquele cunhado folgado que é como se fosse o fiscal da cozinha não faz nada fica olhando e ainda que opinar.
O pior é quando, e isso acontece, tenho certeza, irão acontecer várias vezes ainda, quando chega à semana do Natal e nada resolvido ainda, sem saber onde passar e o que fazer. Mais é normal afinal as coisas se repetem, não de maneira arbitrária, repetindo com exatidão cenas do passado, mais as situações de um Natal em família, a essas sim se repetem sempre.
Tem sempre uma exceção, aquele parente que resolve, cinco minutos antes da meia noite, fazer um discurso, e é claro todas na expectativa – o desse ano vai ser diferente do discurso do ano passado – mera ilusão, as mesmas palavras, os mesmos trocadilhos, no final todos riram, afinal que graça teria o Natal em família se não fosse essas coisas?
Imagem: http://peregrinacultural.wordpress.com/2009/12/13/o-peru-de-natal-um-conto-de-mario-de-andrade/
